Reflora Paranhana realiza mutirão de plantio com 700 mudas nativas em Três Coroas

O Reflora Paranhana concluiu mais uma importante etapa de recuperação ambiental no município de Três Coroas (RS). No dia 11 de outubro de 2025, foi realizado o 4º Mutirão de Plantio do Reflora Paranhana, ação que reuniu cerca de 85 voluntários e resultou no plantio de 700 mudas de espécies nativas em uma área urbana degradada localizada no Bairro Vila Nova, às margens do Rio Paranhana.

A atividade integrou o processo de compensação ambiental sob responsabilidade da empresa MCV Estruturas Metálicas Ltda, e contou com o apoio do Projeto VerdeSinos, do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Comitesinos) e da Prefeitura Municipal de Três Coroas, com execução técnica do Reflora Paranhana e participação da comunidade local.

 

Etapas preparatórias

Antes do mutirão, a área passou por um mês de preparo técnico, incluindo:

  • Corte e manejo da vegetação herbácea, composta majoritariamente por Polygonum acuminatum (erva-de-bicho);

  • Controle manual de espécies exóticas e invasoras, como a mamona (Ricinus communis);

  • Isolamento da área, com cercamento em arame farpado para prevenir o acesso de animais domésticos e proteger as mudas;

  • Instalação de placas de identificação seguindo o padrão visual do Reflora Paranhana, da Secretaria Municipal de Planejamento, Habitação e Meio Ambiente e do VerdeSinos;

  • Abertura manual de covas com espaçamento médio de 2,5 m x 2,5 m, garantindo condições ideais para o desenvolvimento das espécies.

Diversidade ecológica e origem das mudas

As mudas utilizadas no plantio foram fornecidas pelo Viveiro Camboatá, um parceiro do Reflora Paranhana. Foram utilizadas 22 espécies diferentes, incluindo árvores pioneiras, secundárias e clímax, com destaque para espécies como:

  • Handroanthus chrysotrichus (ipê-amarelo)

  • Parapiptadenia rigida (angico)

  • Cabralea canjerana (canjerana)

  • Cordia americana (guajuvira)

  • Eugenia uniflora (pitangueira)

  • Campomanesia xanthocarpa (guabiroba)

  • Ceiba speciosa (paineira)

  • Araucaria angustifolia (araucária)

Essas espécies contribuem para aumentar a diversidade florística local e promover a sucessão ecológica natural da área, atraindo fauna e estabilizando o solo.

Logística e execução do plantio

O mutirão teve início às 8h30 da manhã, reunindo representantes do Lions Club, Escola Técnica Estadual Monteiro Lobato, Comitesinos e VerdeSinos, Movimento Roessler, Prefeitura de Três Coroas, além de grupos comunitários e ambientais locais.

A ação contou com acompanhamento técnico integral, garantindo que cada muda fosse plantada no nível adequado do solo e com preservação do torrão. A Associação de Bombeiros Voluntários de Três Coroas realizou a rega das mudas antes, durante e após o plantio, assegurando o aporte hídrico necessário para a pega inicial. Ainda, as condições climáticas favoráveis, com chuvas leves nos dias seguintes, contribuíram para um ambiente ideal de estabelecimento das espécies.

Graças à organização e ao engajamento coletivo, as 700 mudas foram plantadas em cerca de uma hora, marco que reforça a capacidade de mobilização e eficiência operacional do Reflora Paranhana.

Continuidade e monitoramento

Com o plantio concluído, inicia-se agora a fase de monitoramento ambiental da área, que incluirá:

  • Acompanhamento do crescimento das mudas e taxa de sobrevivência;

  • Remoção de lianas e trepadeiras que possam prejudicar o desenvolvimento das plantas;

  • Controle manual de exóticas, especialmente mamona;

  • Observação da regeneração natural, com intervenções pontuais de coroamento quando necessário;

  • Avaliação de regas complementares durante o verão, conforme as condições climáticas.

Essas ações visam garantir a consolidação da cobertura vegetal e a restauração efetiva do ecossistema urbano degradado.

Sobre o Reflora Paranhana

O Reflora Paranhana é uma iniciativa de restauração ecológica e engajamento socioambiental voltada à recuperação de áreas degradadas no Vale do Paranhana, promovendo a integração entre ciência, gestão pública e sociedade civil. Desde sua criação após as enchentes de maio de 2024, o projeto já viabilizou o plantio de milhares de mudas nativas, envolvendo instituições, empresas e entidades ambientais em ações colaborativas de reflorestamento urbano e rural.